OPS!! Acabou a água Potável 

A água merece respeito. Se ela estiver doente, você também estará.

E SE REALMENTE ACABAR??

Possiveis soluções e métodos para solucionar o problema

Guerras aquáticas Em 2050, a falta d'água ditaria a política e o cotidiano
Última geleira Em 2012, a estimativa é que 68,7% da água potável  disponível está em calotas polares ou geleiras. Sim, o aquecimento global facilitou o acesso a essa água. O degelo já originou rios na Índia e no Nepal, por exemplo. Mas em 2050 quase toda essa água, possivelmente, já terá virado vapor. As últimas geleiras seriam alvos de cobiça. E, para não ter que extrair água delas, uma das soluções seria...

...Secar o ar Grandes coletores de ar, que condensam a água na atmosfera, já existem e foram testados em desertos na Índia, por exemplo. No entanto, eles teriam que ser instalados longe dos grandes centros, pois os efeitos colaterais
colaterais são graves: em grande escala, causam de problemas pulmonares a desertificação.
Bebendo urina Na Estação Espacial Internacional, desde 2008 astronautas bebem água graças a um equipamento que recicla suor e urina. Em 2050, todas as casas teriam água de reúso para cozinhar e beber. A tecnologia de purificar líquidos de esgoto também deverá ser popular.
Oásis alienígena Potências espaciais como Estados Unidos, Rússia, Índia, Paquistão e China, além de empresas privadas, deverão iniciar uma nova corrida espacial. O objetivo seria buscar água em asteroides e nas calotas polares de Marte, onde haveria mais água que no solo da Lua.
Potências aquíferas Quem investir antes em dessalinização largará na frente. Hoje, na Arábia Saudita, por exemplo, 70% da água é dessalinizada. Nações sul-americanas como o Brasil também serão importantes por causa do aquífero Guarani, maior fonte de água subterrânea do mundo, que fica sob nossos pés.

Mar morto Se a dessalinização é o recurso mais viável para obter água doce, ela também gera um grande impacto ambiental. Além do gasto de energia, a dessalinização ameaça a vida marítima nas regiões costeiras, segundo a ONG WWF. O mar vai ficar sem sal - com o perdão do trocadilho.   fonte:https://super.abril.com.br/cotidiano/se-agua-potavel-acabar-690370.shtml 


As teorias mais pessimistas dizem que a água potável deve acabar logo, em 2050. Nesse ano, ninguém mais tomará banho todo dia. Chuveiro com água só duas vezes por semana. Se alguém exceder 55 litros de consumo (metade do que a ONU recomenda), seu abastecimento será interrompido. Nos mercados, não haveria carne, pois, se não há água para você, imagine para o gado. Gastam-se 43 mil litros de água para produzir 1 kg de carne. Mas não é só ela que faltará. A Região Centro-Oeste do Brasil, maior produtor de grãos da América Latina em 2012, não conseguiria manter a produção. Afinal, no País, a agricultura e a agropecuária são, hoje, as maiores consumidoras de água, com mais de 70% do uso. Faltariam arroz, feijão, soja, milho e outros grãos.
A vida nas metrópoles será mais difícil. Só a Grande São Paulo consome atualmente 80,5 bilhões de litros por mês. A água que abastece a região virá de Santos, uma das grandes cidades do litoral que passarão a investir em dessalinização. O problema é que para obter 1 litro de água dessalinizada são necessários 4 litros de água do mar, a um custo de até US$ 0,90 o m³, segundo a International Desalination Association. Só São Paulo gastaria quase R$ 140 milhões em dessalinização por mês. Como resultado, a água custaria muito mais do que os R$ 3 por m³ de hoje.
Mas há quem não concorde com esse cenário caótico. "A água só acaba se você acabar com o ciclo dela", diz Antônio Félix Domingues, da Agência Nacional de Águas. "Tudo é questão de custo. Com dinheiro, você pode tornar até sua urina potável." Mas, se ela acabasse, a água seria um bem disputado, motivo de guerras e de exclusão social. "Poucas pessoas teriam acesso, provavelmente as mais abastadas. A água poderia virar um elemento segregador", diz Glauco Freitas, coordenador do Programa Água para a Vida, da ONG .

O P&G Sachet não será vendido e faz parte da principal ação de responsabilidade social da empresa, o Programa Água Pura Para Crianças, que já entregou mais de 7,8 bilhões e meio litros de água purificada em todo mundo.

No Brasil, o projeto será desenvolvido inicialmente no Vale do Jequitinhonha, uma das regiões mais carentes do país onde pessoas sofrem diariamente com a falta da água potável. "O Vale do Jequitinhonha representa os problemas da maioria das famílias do semiárido brasileiro, que não têm o suprimento adequado e permanente de água limpa. Em regiões assim, é comum o contato de animais com a água de lagos e rios, contaminando com coliformes fecais a água que é usada para o abastecimento dos moradores", destaca Gerson Pacheco da ONG ChildFund Brasil, que fará a distribuição, orientará as famílias locais e os multiplicadores sociais da região.

Como Funciona? 

Para purificar a água, o conteúdo do P&G Sachet deve ser despejado em um recipiente com dez litros de água não potável. Depois é preciso mexer a mistura por cinco minutos e aguardar mais cinco minutos para a sujeira decantar. Em seguida, a água deve ser passada por um filtro, que pode ser até mesmo uma simples camiseta de algodão limpa. Para finalizar, deve-se esperar por 20 minutos para que o bactericida do produto faça efeito e pronto. Em 30 minutos uma água barrenta ou contaminada se transforma em água limpa para o consumo.

A P&G contabiliza o investimento em mais de 50 milhões de dólares utilizados para fornecer água de qualidade para comunidades carentes em todo o mundo. Até agora, o P&G Sachet já foi distribuído em mais de 75 países e, com os 7,8 bilhões de água purificada fornecidas pelo programa, foram evitados mais de 325 milhões de dias de doenças e 43 mil mortes em consequência do consumo de água contaminada, sendo a maior parte crianças, além da parceria com mais de 140 organizações parceiras que estão envolvidas no programa, entre elas o CARE, PSI, Save The Children, ChildFund e Visão Mundial.


Estima-se que cerca de um bilhão de pessoas sofram com a falta de água potável no mundo. Para tentar combater esse tipo de problema, a P&G desenvolveu um produto social inovador chamado P&G Sachet, que acaba de chegar ao Brasil. Utilizando uma tecnologia de baixo custo, o sachê de quatro gramas é capaz de transformar dez litros de água contaminada em dez litros de água potável. No primeiro ano do projeto no país, serão doados 1,8 milhão de sachês pela empresa, porém, este número deve aumentar com a iniciativa do Walmart, que incentivará a doação de sachês pelos próprios consumidores.

O consumo de água contaminada é uma das principais causas de mortes entre bebês e crianças em países em desenvolvimento. Doenças como a diarreia, matam mais de 1.600 crianças com até cinco anos por dia no planeta. No Brasil, é estimado que 17,3% da população não recebe água por meio de rede de abastecimento. A falta da água potável reflete diretamente o desenvolvimento de uma sociedade e as crianças são as que mais sofrem com isso.

Cada família receberá o produto para obter água potável por um ano inteiro. O objetivo é atender 24.250 pessoas ao fornecer 18 milhões de litros de água purificada em 4.850 mil domicílios da região. "Com isso, esperamos reduzir na região a incidência de doenças transmitidas em função da ingestão de água contaminada", afirma Juliana Gattaz, gerente de Comunicação, Sustentabilidade e Responsabilidade Social da P&G. Até 2015, a meta é fornecer 22 milhões de litros de água potável no Brasil.

O programa ainda vai contar com o apoio da rede varejista Walmart, que, juntamente com a P&G, desenvolveu uma promoção para incentivar os consumidores a contribuírem com o projeto. Por meio da promoção Doe Água Limpa, a cada produto das marcas P&G comprados na rede, será doado o equivalente a mais um dia de água limpa para uma pessoa.

"Se aqui apresentamos apenas números e estatísticas do projeto, nas comunidades atendidas isto representa vidas salvas e um futuro melhor para cada criança. O compromisso do Walmart é de engajar o consumidor brasileiro nessa causa", destaca Guilherme Loureiro, Presidente do Walmart Brasil.

"É uma meta alcançada que nos orgulha muito e nos motiva a seguir em frente. A P&G tem como compromisso a conscientização sobre a crise mundial de água e, até 2020, nossa meta é salvar uma vida a cada hora, com a distribuição de 200 milhões de sachês, o equivalente a dois bilhões de litros de água pura por ano", anuncia Allison Tummon Kamphuis, diretora global do Programa Água Pura Para Crianças, da P&G. Fonte: https://ciclovivo.com.br/inovacao/negocios/p-g-traz-para-o-brasil-produto-que-transforma-agua-contaminada-em-agua-limpa/

Triste Realidade

Água potável

Toda água pronta para o consumo é denominada de água potável, pois não oferece riscos à saúde  

Água potável corresponde a toda água disponível na natureza destinada ao consumo e possui características e substâncias que não oferecem riscos para os seres vivos que a consomem, como animais e homens. A água, em condições normais de temperatura e pressão, predomina em estado líquido e aparentemente é incolor, inodora e insípida e indispensável a toda e qualquer forma de vida.

Essa água está disponível para toda a população, seja rural ou urbana, no ambiente rual não há o tratamento antecipado desse recurso, no entanto, nos centros urbanos quase sempre se faz necessário realizar uma verificação da qualidade e grau de contaminação, uma vez que nas proximidades das cidades os córregos e rios são extremamente poluídos.

A água potável, ou mesmo água doce disponível na natureza, é bastante restrita, cerca de 97,61% da água total do planeta é proveniente das águas dos oceanos; calotas polares e geleiras representam 2,08%, água subterrânea 0,29%, água doce de lagos 0,009%, água salgada de lagos 0,008%, água misturada no solo 0,005%, rios 0,00009% e vapor d'água na atmosfera 0,0009%.

Diante desses percentuais, apenas 2,4% da água é doce, porém, somente 0,02% está disponível em lagos e rios que abastecem as cidades e pode ser consumida. Desse restrito percentual, uma grande parcela encontra-se poluída, diminuindo ainda mais as reservas disponíveis.

Nessa perspectiva, a ONU (Organização das Nações Unidas) divulgou uma nota com uma previsão de que até 2050, aproximadamente 45% da população não terá a quantidade mínima de água.

No mundo subdesenvolvido, cerca de 50% da população consome água poluída; em todo planeta pelo menos 2,2 milhões de pessoas morrem em decorrência de água contaminada e sem tratamento. Segundo estimativas, existem atualmente cerca de 1,1 bilhão de pessoas que praticamente não tem acesso à água potável, bem comum a todo ser humano.

A poluição é um dos maiores problemas da água potável, uma vez que diariamente os mananciais do mundo recebem dois milhões de toneladas de diversos tipos de resíduos.

Nessa questão, quem mais sofre tais reflexos são as camadas excluídas que vivem em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento.

Eduardo de Freitas
Graduado em Geografia

Referencia:brasil escola.

Algumas Medidas já foram tomadas 


Grafeno

O grafeno é uma das formas cristalinas do carbono, assim como o diamante, o grafite, os nanotubos de carbono e fulerenos. Esse material, pode ser considerado tão ou mais revolucionário que o plástico e o silício. Quando de alta qualidade, costuma ser muito forte, leve, quase transparente, um excelente condutor de calor e eletricidade

É o material mais forte já encontrado, consistindo em uma folha plana de átomos de carbono densamente compactados em uma grade de duas dimensões. É um ingrediente para materiais de grafite de outras dimensões, como fulerenos 0D, nanotubos 1D ou grafite 3D.  

https://pt.wikipedia.org/wiki/Grafeno

Alguns Países já tomaram as providências 

Austrália
O país que viveu entre 1997 e 2009 o mais severo período de seca já registrado, e que entre 2013 e 2014 teve 156 recordes de temperatura, precisou se adaptar para manter o abastecimento de milhões de moradores.

Foram investidos cerca de R$ 6 bilhões em infraestrutura, o que ajudou a combater vazamentos e a economizar água.

Segundo Tony Wong, do Programa de Cooperação em Pesquisa da Austrália, em Melbourne, um dos exemplos para combater o desperdício foi a realização de obras para que as águas residuais que saem das casas sigam para reservatórios próprios.

Depois de tratada, a então "água de reúso" retorna para as moradias, já adaptadas para receber o líquido em uma torneira especial, que poderá ser utilizado na limpeza da casa, lavagem de roupas e outras atividades em que se consiga evitar o emprego de água potável.

Além disso, em várias cidades do país foram construídas usinas de dessalinização, que transformam a água do mar em potável. Em Melbourne, o complexo ainda não foi utilizado, mas foi erguido para ser uma espécie de seguro em casos de extrema escassez hídrica.

É viável para o Brasil?
Dante Ragazzi, presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (Abes), diz que o Brasil pode utilizar essas tecnologias para melhorar o abastecimento e a adaptação a eventuais secas. Porém, ele afirma que algumas delas só funcionariam plenamente a longo prazo.

Ragazzi diz que o combate a vazamentos já é feito no país, mas que é preciso investir muito mais em infraestrutura para a água de reúso chegar até as casas. "Tecnicamente é possível, mas do ponto de vista financeiro, são precisos estudos aprofundados", explicou.

Sobre uma possível usina de dessalinização, Dante diz que um projeto como esse é caro e pode gerar impacto ambiental (é preciso saber o que será feito com o sal extraído), apesar da instalação ser possível em cidades litorâneas.

É viável para o Brasil?
De acordo com Alceu Guérios, da seção São Paulo da Abes, a transferência entre bacias hidrográficas é uma solução já adotada no Brasil há décadas, já que dá segurança hídrica a regiões carentes. Um dos exemplos é a transferência entre várias bacias para formar o sistema Guarapiranga, que abastece 5,8 milhões de pessoas na Grande São Paulo, e a transposição do Rio São Francisco, no Nordeste.

Sobre os reservatórios pelo país, Dante Ragazzi afirma que é possível criar mais unidades no Brasil, mas não em grande quantidade como na China. "É preciso que se faça a devida análise dos impactos ambientais". No caso das etiquetas em equipamentos mais eficientes, Guérios afirma ser uma boa ideia.

China
Com um risco muito alto de seca no Nordeste e Norte do país, a China criou uma agenda especial para os recursos hídricos, distribuindo ações integradas por todas as camadas de governo.

Foi desenvolvido um sistema de etiquetas para mictórios, vasos sanitários e pias que determina o grau de eficiência hídrica desses produtos. Desta forma, há o incentivo à compra de produtos que usam menos água (no estilo do selo Procel de eficiência energética, utilizado aqui no Brasil).

O governo incentivou também a criação de cisternas em várias cidades. Atualmente, há 83 mil distribuídas pela China, além de outros 4 mil reservatórios de médio e grande portes.

Desde 1960, é realizada a transferência de água entre rios do Sul para o Norte, com estações de bombeamento em diversas regiões. Elas são acionadas em períodos de seca extrema, o que garante o abastecimento emergencial à população.


Califórnia(EUA)
Um das regiões mais populosas dos Estados Unidos enfrenta uma das piores secas em décadas. Tal fato obrigou o governador Edmund Jerry Brown a decretar racionamento de água em abril deste ano.

Desde então, a Califórnia terá nove meses para economizar 1,8 trilhão de litros de água. A meta é que as cidades e comunidades reduzam seu consumo em 20%. Mas como?

Algumas das iniciativas são: aumento das tarifas de água, multas de US$ 500 por dia a quem for flagrado desperdiçando água potável para lavar calçadas ou lavar carros, remoção de paisagismo que exija aumento de consumo em casas, centros comerciais e campos de golfe, e substituição por grama resistente à seca.

Além disso, para evitar prejuízos no abastecimento, há bombeamento de águas subterrâneas para uso humano e a água reciclada é represada para irrigação e descargas sanitárias.

É viável para o Brasil?
A redução do consumo individual, com medidas como as da Califórnia, é eficiente e viável em todo o país, segundo Alceu Guérios. Ele cita que São Paulo é um dos exemplos onde as ações para conter o consumo individual deram certo, desde que o estado foi afetado brutalmente pela seca.

A respeito da água de reúso, ele afirma que a crise atual intensificou a discussão em torno desse procedimento, ainda não adotado no país. Não há leis próprias para isso, mas o Ministério do Meio Ambiente afirma que há estudos para uma nova legislação. "Pode reduzir significativamente o gasto de água. [Mas] é necessário apenas orientar tecnicamente as práticas, para evitar usos inadequados", explicou Guérios.

É viável para o Brasil?
O uso de águas residuais e pluviais é viável no Brasil, mas precisa ser objeto de análise financeira, técnica e ambiental, segundo Dante Ragazzi. Para ele, é preciso ter cuidado com o armazenamento caseiro, a fim de evitar que o local se torne um possível criadouro do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue.

A redução de perdas precisa ser ampliada no país, de acordo com Alceu Guérios. "Inclui ações de rastreamento das redes, de redução de pressões, de substituição de ramais prediais e de redes por materiais mais resistentes, de controle de tempos de reparos, entre outras. São ações contínuas, que produzem resultados progressivamente".

Japão
Desde 1955, não há um ano em que o país não seja atingido por episódios de seca extrema. Por isso, o governo criou o Manual Geral contra a Seca, com medidas preventivas para o fenômeno e ações a serem feitas quando houver estiagem.

O racionamento de água em determinados horários é uma das ações tomadas para reduzir a vazão pelo país, mas essa decisão só ocorre quando não há economia voluntária de água. A conscientização dos japoneses é o grande trunfo do governo, que realiza campanhas massivas com uso de anúncios para diminuir o consumo de água. Desde 1978, todo o dia 15 de cada mês é considerado o "dia de economizar água".

Houve ainda investimentos para captação de chuva e reaproveitamento da água residual, além de combate a vazamentos para reduzir perdas de água para o consumo. A indústria japonesa, famosa pelos avanços tecnológicos, também fez sua parte e desenvolveu torneiras, chuveiros e vasos sanitários que diminuem o consumo.


Há ainda um controle rígido de perdas, que evita o desperdício de recursos e perdas de apenas 7%. Em todo o país, há cinco plantas de dessalinização, que utilizam a água do Mar Mediterrâneo. Essas usinas geram mais de 100 milhões de m³ de água ao ano e abastecem 70% do consumo doméstico.

É viável para o Brasil?
Sim, em partes. O reúso e tratamento de esgoto ainda são um problema para o Brasil. No país, apenas 50% dos resíduos domésticos são tratados e o restante é despejado em rios e no oceano. Mas com o tempo, o percentual de tratamento sanitário deve aumentar, "mas é difícil que a solução seja implementada em grande escala e rapidamente", diz Dante Ragazzi.

Israel
Transformando o deserto em oásis. Esse é o lema de Israel, país que luta contra a seca desde o seu nascimento, há 67 anos. Por causa disso, foi necessária a criação de leis claras para o uso da água, com sistemas de economia e regulação, e muita conscientização a respeito.

Foi preciso ainda o desenvolvimento de tecnologias capazes de extrair água até de geadas, que é revertida para a agricultura.

Segundo o governo, o tratamento e reúso são vitais para o país: 91% do esgoto é coletado e 80% dele é tratado e reutilizado para a agricultura na parte Sul de Israel (totalizando 525 milhões de m³ ao ano).

Outra técnica que abastece a área agrícola é o sistema de irrigação por gotejamento, desenvolvido em Israel e responsável por fornecer água para 30% das lavouras do mundo.

Sobre o gotejamento, é necessário que o setor agrícola do Brasil passe por um grande avanço tecnológico. "Nossa agricultura adota técnicas de irrigação que gastam muita água, o que não é compatível com situações de limitação de disponibilidade, como é o caso do Sudeste brasileiro. É necessário modificar essas práticas. Com a crise, isso já foi iniciado em São Paulo, com a discussão de políticas de estímulo aos produtores", afirma Alceu Guérios. 

Cingapura
Na pequena ilha de 718 km², 100% da população é servida por água potável e todo esgoto do país é tratado e reutilizado. O país é considerado um dos polos mais eficientes de reaproveitamento de água.

Tudo isso graças a uma imponente infraestrutura implantada para coleta da água de chuva, usinas de dessalinização, combate a vazamentos, além de campanhas de conscientização.

Em casos de falta de água, o país importa água da Malásia por meio de dutos, uma logística considerada complexa e cara.

Além disso, há um programa local que incentiva a compra de produtos que diminuem o uso de água (etiquetas de eficiência hídrica) e uma campanha com o público que faz as pessoas "amarem" a água.

É viável para o Brasil?
O reúso, a campanha de conscientização e a criação de etiquetas para aparelhos domésticos mais eficientes são viáveis e recomendáveis. A importação de água também, tecnicamente falando, mas a medida teria um custo muito alto e não haveria capacidade suficiente para atender grandes demandas, como a de São Paulo, atualmente. Fonte : https://g1.globo.com/natureza/noticia/2015/05/veja-solucoes-de-seis-paises-para-vencer-falta-de-agua-e-o-desperdicio.html

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